13 de julho de 2014

Hemlock Grove (2ª Temporada) - Eli Roth


Pra quem não conhece, Hemlock Grove é uma série de horror produzida por e transmitida com exclusividade no Netflix.
A primeira temporada, lançada no ano passado, entregou uma história sangrenta e confusa. Muita informação e pouca liga. O que costuma ser muito bom, não desceu de maneira muito agradável, assisti até o fim por persistência, mas de todo jeito indiquei a série aqui no blog. "Ruim de doer, mas ainda assim boa" era o que pensava dela.

Dê chance para essa segunda temporada, porque ela é, de fato, muito melhor que a primeira. Com três episódios a menos, a história não ficou empacada, foi desenrolando e me impelindo a continuar assistindo.
Além do mais, não seria necessário explicar que fulano é lobisomem, beltrano é upir, e upir é isso, e a (linda maravilhosa diva perfeita malévola) Olivia fez isso e aquilo outro e blah blah blah.

Então... a 2ª temporada...


Sangue 
Muito sangue 
MUITO SANGUE 



Ação 
Coisas nojentas 
Mais importância pra Destiny Rumancek (yeeeeahh) 

O que Hollywood está fazendo que a
 atriz Kaniehtiio Horn (Tiio Horn se preferir)
não está sob todos os holofotes?

Bromance entre Peter e Roman 
Novos mistérios 
Novos mistérios que agora a gente consegue entender 
Olivia Godfrey (e daí que você acha que ela morreu no final da primeira temporada? nem é spoiler) 


Um final com gostinho de quero mais 

Boa!
Resumindo, Hemlock Grove subiu no meu conceito.
Depois de um início regular, a trama teve uma boa sequência.
Vale a pena acompanhar; e que venha a terceira temporada!



Se alguém preferir partir direto para a segunda temporada, Eli Roth preparou uma recapitulação muito boa.


22 de junho de 2014

Garota Exemplar - Gillian Flynn


"Só mais um capítulo e eu vou dormir."
Leitores sabem que esse é uma das maiores mentiras que contamos para nós mesmos. Quantas vezes usei suas variações enquanto lia Garota Exemplar? Nem sei...

O livro desbancou Cinquenta Tons de Cinza na lista de mais vendidos nos Estados Unidos e logo foi anunciada sua adaptação aos cinemas pelas mãos de David Fincher, definitivamente é um livro que eu precisava ler.

Amy Elliot Dunne desaparece na manhã do dia em que comemoraria cinco anos de casada. A imprensa entra em polvorosa com o possível sequestro da garota que serviu de inspiração para a adorada série de livros Amy Exemplar; ainda mais quando as evidências sugerem que Nick, o marido bonitão, tem culpa no cartório.

A história é contada em vários capítulos, os de número ímpar tem a visão de Nick, enquanto os pares contém a perspectiva de Amy. De uma maneira não linear conhecemos os personagens, suas histórias e acompanhamos a investigação do desaparecimento.

Muito bom!!!
É difícil falar o quanto a história é envolvente sem entregar spoilers, mas só posso adiantar que Gillian Flynn, em seu terceiro livro, consegue brincar com o leitor, incluindo mais e mais reviravoltas na história até seu desfecho.

Sobre a adaptação, cuja estreia está marcada para 2 de outubro no Brasil, será estrelada por Ben Affleck e Rosamund Pike, e o primeiro trailer está aí embaixo.


10 de fevereiro de 2013

A Culpa É Das Estrelas - John Green

Eu vi críticas legais do livro, baixei a preview, gostei do início, enfim decidi ler tudo.

Hazel Grace vive o tratamento de um câncer em estado terminal, está servindo de cobaia para o teste de um remédio promissor. Numa sessão do Grupo de Apoio ela conhece Augustus Waters, um 'sobrevivente'. Ambos são inteligentes, bem humorados e dotados de uma capacidade de enxergar o mundo sem muitos filtros. Juntos, eles vivem uma emocionante história; uma história de dois adolescentes, e não de dois doentes.

Eu não gosto de sensacionalismo, e acertei ao imaginar que o livro não carrega esse tipo de mensagem. O câncer está presente na história, claro, mas não como uma nuvem negra que paira sobre todos.
Os diálogos e as ideias são fortes e de um azedume que incomodam, mas de uma maneira boa. Hazel e Augustus, no entanto, são dois personagens irreais, improváveis. Foi essa a impressão que tive. 
Markus Suzak, autor do ótimo A Menina Que Roubava Livros, diz o seguinte sobre a história "Você vai rir (VERDADE), vai chorar (VERDADE!!!) e ainda vai querer mais (NÃO É VERDADE)".
É o primeiro livro de John Green que leio, sua escrita é interessante, na obra a narrativa é em primeira pessoa e ele consegue expressar bem os sentimentos (imagino eu) de uma garota de 16 anos. Fiquei interessado em procurar outras de suas histórias. O que não me conquistou mesmo foi a, por que não dizer, quase crepusculização da trama.


Bom!
O drama é interessante? Sim. Me pregou algumas surpresas? Sim. Me fez rir e chorar? Sim. Mas não... não me pareceu plausível, não senti por A Culpa É Das Estrelas, aquilo que Hazel sente por Uma Aflição Imperial, não quis saber o que acontece após o fim, foi só um livro a mais.

2 de fevereiro de 2013

O Lado Bom da Vida - David O. Russell

8 indicações ao Oscar. Está bom pra você?
O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook) consegue encaixar-se nas categorias drama, romance e comédia. 

Após 8 meses de internação em uma clínica psiquiátrica, Pat está disposto a recuperar seu casamento, cuja ruptura envolve traição e violência. Enquanto retoma sua vida, conhece Tiffany, uma jovem viúva cheia de problemas. Seguindo a ideia de que uma mão lava a outra, os dois partem em uma "louca e maravilhosa comédia".

Jennifer Lawrence e Bradley Cooper estão sensacionais nos papéis de Pat e Tiffany, a nada improvável dupla "socialmente desajustada".

Vale um destaque especial à Jennifer, atriz que está se tornando a mais nova queridinha das telonas, esbanjando talento em produções bem sucedidas. Tomara que leve o Oscar.

Perfeito!!!
Uma graça. Atuações brilhantes e uma trama gostosa de  se acompanhar e torcer pelos personagens. Super indico!

Toy Story Live Action - Jonasons Movies

Toy Story é uma marco da história do cinema, não há como negar. E ele certamente marcou a infância de muitas pessoas.
Dois irmãos americanos começaram com uma brincadeira, que foi tomando rumos inesperados, até se transformar na réplica em live action do filme. O FILME INTEIRO!!!
Valeu o esforço destes garotos, que levaram mais de 2 anos pra terminar o projeto. Inclusive a Pixar já os autorizou a divulgar o trabalho; entendendo-o como uma homenagem.





Perfeito!!!
Claro que não é nenhuma super produção, mas o trabalho caseiro desses irmãos ficou simples e - porque não usar essa palavra? - lindo! Merece milhões de indicações. Você pode conferir logo abaixo.



De Pernas Pro Ar 2 - Roberto Santucci

Dois anos depois, é lançada a continuação do sucesso De Pernas pro Ar.

O filme segue a mesma linha do anterior, Alice não mudou muito, continua sendo uma workaholic, e está planejando o lançamento de uma filial da Sex Delícia em Nova York. Após ter um surto, ela é internada em um spa/clínica de reabilitação, na tentativa de se acalmar. Ela ainda consegue parar em Nova York (sempre escondendo tudo de seu marido) onde boa parte do filme se passa.

Dessa vez o filme é da personagem Rosa, que rouba várias das cenas. Ingrid Guimarães continua sendo Ingrid Guimarães, mas isso não chega a ser um ponto fraco, já que Ingrid e Alice combinam.


Muito bom!

É uma ótima comédia, mas não tem o mesmo fôlego do primeiro filme.  As participações especiais mereciam muito mais espaço. Piadas previsíveis. Ainda assim, claro que é uma bela indicação para se divertir.

O Hipnotista - Lars Kepler

Eu adoro thrillers, livros de Erica Spindler, Mary Higgins Clark e afins são meus favoritos.
Agora conheci Lars Kepler (que na verdade é um pseudônimo sob o qual escreve o casal sueco Alexander e Alexandra Ahndoril).
O livro O Hipnotista (Hypnotisören) é um desses thrillers cheio de reviravoltas e um emaranhado de histórias diferentes que vão se entrelaçando até formar um fechamento explosivo.

Uma família é brutalmente assassinada, o único sobrevivente do massacre, um garoto, está inconsciente e não pode ajudar a polícia. Descobre-se que ainda há uma garota da família viva, em sério perigo; a urgência de tomar o depoimento do garoto leva a polícia (através do investigador Joona Lima) a procurar Erik Maria Bark, um conhecido médico especialista em hipnose, mas que há dez anos prometeu nunca mais utilizar o método.

Muito bom!
Indico o livro para os amantes de romance policial. Muitas páginas que você vai virando, ou melhor dizendo, devorando, enquanto mergulha nas histórias de Erik, na tentativa de solucionar o caso da família Ek - e outros que vão surgindo.

Sim, já existe a adaptação para os cinemas. Infelizmente o filme não funciona como adaptação, à medida que muda toda a história (de verdade!). Um roteiro feito 'nas coxas' com conexões fracas, e que ignora muitas passagens e personagens secundários.

Olhando o filme isoladamente, também não funciona, muito superficial. Ainda espero, embora seja difícil, uma outra adaptação, porque a trama merece!
Ruim!

Acho que já ficou claro que o filme não merece atenção.

9 de julho de 2012

O Espetacular Homem Aranha - não preciso dizer mais nada

É isso aí, "o ESPETACULAR homem aranha".
O título faz jus ao filme, que merece - já de cara - a minha nota 10!
Ok... pra ninguém dizer que estou exagerando, ele ganha 10 numa escala de 0 a 11.
Creio que a esta altura boa parte da população humana já deu uma conferida no filme.
"Maldito capitalismo!" - pregavam aqueles que viam no reboot uma forma mesquinha dos estúdios de ganharem mais e mais dinheiro reavivando uma série que capengou após o terceiro filme. Convenhamos... não seria nada fácil construir algo decente após a bizarrice do emo-aranha.
Quem me conhece sabe que não gosto de filme de ação - cheguei ao (considerado) cúmulo de dormir enquanto assistia Os Vingadores!
É também contraditório o fato de eu, um assumido aracnofóbico, ter como herói favorito, e praticamente único, um garoto que adquire poderes de aracnídeo.
As devidas explicações são encontradas neste filme:
a) O Espetacular Homem Aranha não é um filme de ação, e nem tenta sê-lo. Marc Webb, após dirigir o fofo (500) Dias Com Ela, se entregou à tarefa de produzir o novo filme do Aranha; só essa notícia já era garantia de que cenas de pura e simples ação não tomariam conta do longa; O Espetacular Homem Aranha é maior que isso, tem ingredientes para agradar a boa parte do público, aventura, comédia, romance e... ação, claro.
b) Em O Espetacular Homem Aranha você vê mais o Espetacular Homem, que o Aranha. Dessa vez Peter Parker não recebe o clássico conselho "com grandes poderes vêm grandes possibilidades", mas aprende isso na prática. Seus poderes, a príncípio fonte de diversão olitária, extrapolam seu mundo e passam a servir  à sociedade. Não porque Peter seja um herói, mas porque Peter está tornando-se um Homem, um Homem de bem.
c) Sobre as aranhas... bom, não poderia esperar nada muito diferente, não é mesmo?

- "Ei você, não se corte de inveja!"
E o lindo (famoso, rico e principalmente talentoso) casal principal?
Que coisa mais linda de se ver!
Emma Stone já carrega um bonito currículo, é mais nova queridinha de Hollywood.
Andrew... eu só conhecia mesmo seu trabalho em A Rede Social, mas não esperava nada ruim deste garoto.
No entanto também não esperava nada tão bom dos dois! Fico feliz em ter sido pego de surpresa com a atuação do casal 20 da década.

Não há muito mais o que ser dito.
O Espetacular (mesmo) Homem Aranha já foi confirmado como trilogia. Torçamos para que desta vez os produtores não teimem em ir pelo caminho mais fácil e dêem liberdade criativa a Webb. Eu sei que é cedo... mas todos tememos a maldição do número 3, não é mesmo?

24 de março de 2012

Quem TViu, Quem Tvê

É com sincera alegria que faço este post.

O blog/site Cena Aberta, e consequentemente seu dono, Endrigo Annyston, entraram em minha vida ali por volta do meio de 2008.
Ali encontrei amigos e parceiros de debate. Tema: Televisão.

Endrigo é um jovem jornalista, apaixonado, ou melhor, viciado em televisão.
E ele "começou" cedo, desde criança se encantava com o mundo daquela caixa preta.
Endrigo também foi um dos pioneiros no Brasil quando se trata de blog. O seu blog Cena Aberta completa 12 anos no próximo mês.
DOZE ANOS. São poucos os blogs que duram tanto tempo.


Uma paixão em comum

O ápice da história do blog deu-se no período em que a novela A Favorita estava no ar.
Reuniam-se diariamente no espaço de comentários do blog, aficionados pela novela (conte comigo neste grupo), num extenso debate sobre a produção, tudo isso intermediado por Endrigo.
Neste período encontrei o blog e fiz grandes amizades.
Endrigo compartilha também do gosto por Desperate Housewives. A propósito, sua paixão não se restringe à tv brasileira, o Cena Aberta também é espaço para discussão sobre as mais variadas séries.


Agora pense comigo. Durante doze anos este jornalista acompanha o mundo televisivo, posta suas opiniões, debate com seus leitores, enfim... o blog seguiu a trajetória da tv brasileira por mais de uma década.
Quanto da história da tv não está em suas postagens?!
 
Endrigo está lançando o livro "Quem TViu, Quem TVê - Os altos e baixos da fábrica de sonhos", uma compilação de textos publicados no blog. Um estudo sobre a evolução de nossa cultura televisiva.
O livro aborda, dentre outros pontos:
- A queda do SBT;
- O arranque e freada da Record;
- A reformulação da líder, Rede Globo.

O livro é vendido pelo Clube dos Autores e pode ser adquirido neste link.

Desejo vida longa a Endrigo Annyston e ao Cena Aberta.
Quero muitas outras vezes comemorar a prosperidade deste espaço.
Apaguemos as velhinhas!!! [piada interna]

10 de março de 2012

Steve Jobs por Waalter Isaacson

Sei que já não é o assunto do momento, mas não poderia deixar de postar sobre este livro, Steve Jobs por Walter Isaacson.
Jobs é um personagem único, e o melhor era  ler o livro sabendo que não se tratava de um personagem fictício; este homem, este mito, realmente existiu. E seus atos influenciaram até mesmo a minha vida.
Devo dizer que foi o primeiro livro biográfico que li, uma experiência muito interessante.

"Ao nascer, foi entregue para adoção por sua mãe solteira. Aos 15 anos, teve um primeiro emprego na HP e passou a fumar maconha. Aos 17, foi morar com a namorada. Aos 19, descalço, vegetariano radical e zen-budista, consumidor de LSD, largou a faculdade e arranjou um emprego na Atari, onde quase ninguém suportava sua arrogância e seu mau cheiro. Na mesma época, fez uma peregrinação de sete meses à Índia. Aos 20, abriu uma firma chamada Apple. Aos 25, já era milionário. Aos 30, foi expulso de sua própria empresa. Doze anos depois, voltou para salvá-la da falência e transformá-la na empresa mais valiosa do mundo."
O resumo acima, adaptado do livro, não consegue resumir o todo, mas dá uma ideia de grandiosidade da história deste personagem.

Mas nesta postagem não quero falar de empresas e produtos. Quero demonstrar o quão admirado e intrigado esta leitura me deixou.
Steve Jobs me fez repensar conceitos.
Ao ler sobre seu comportamento como gestor, sei que não conseguiria trabalhar com ele. Não suportaria sua arrogância e bipolaridade.
O consideraria um idiota pela forma como tratava as pessoas, pelo consumo de drogas, por sua prepotência, pela mania de divulgar como suas as ideias dos outros, por ter abandonado sua filha, por não disfarçar sua preferência pelo filho homem, enfim... por ser quem era.
Seus colegas de trabalho reprovavam isso, mas são unânimes ao concordar que se Jobs não fosse desta forma, talvez não tivesse feito obras tão grandiosas.


Paixão e intensidade.
Essas seriam as duas palavras para resumir sua vida e trabalho.



"Think Different". Porque os gênios que mudaram o mundo assim o fizeram.
Henry Ford disse "Se eu perguntasse aos consumidores o que queriam, eles teriam dito: 'Um cavalo mais rápido!'".
Jobs pensava diferente. Os computadores deveriam ser simples o bastante para que qualquer pessoa pudesse utiliza-los.
Junto com Steve Wozniak ele revolucionou a história da computação pessoal. Muito graças a ele, estou hoje usando um computador para fazer este post.

O lucro era importante, claro. Mas acima de qualquer coisa, Jobs era um apaixonado pelos seus produtos. Queria entregar ao consumidor uma experiência perfeita, a simplicidade, o design. E não adiantava alguém dizer que algo não era possível, Jobs fazia com que o engenheiro, o publicitário, o fornecedor, enfim, ele fazia com que todas as pessoas acreditassem em si e em sua capacidade.
A grande diferença entre Jobs e Gates, Apple e Microsoft, reside aí, Jobs apostava na integração total de um sistema fechado e controlado pela Apple, mas simples e intuitivo; Gates partiu para um caminho mais fácil, um sistema aberto a desenvolvedores, mas por vezes complicado e confuso para o consumidor final.



Sua esposa, Laurene Powell assim o definiu: "Como muitos grandes homens de dons extraordinários, ele não é extraordinário em todos os setores. Ele não tem dotes sociais, como, por exemplo, se colocar no lugar dos outros, mas se preocupa profundamente em capacitar a humanidade, com o avanço da humanidade, e em pôr nas mão das pessoas os instrumentos adequados."

Jobs tinha uma visão simplificada das pessoas, ou eram babacas ou eram herois.
E hoje é assim que o vejo, como um extremo babaca e ao mesmo tempo um grande heroi.
Tanto produtos, tantas áreas foram influenciadas por este homem e sua insistência em querer driblar o impossível.
E ele não está mais entre nós.
Pessoas especiais existem. Mas viveremos para ver um novo Steve Jobs?


É uma leitura que indico para todos. Estudantes de Administração, de Marketing, de Publicidade e Propaganda, e a todos os seres humanos.



"As pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são aquelas que o mudam."

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