6 de maio de 2010

Não à Publicidade Infantil

Ainda ontem estava discutindo com amigos da faculdade o poder de formar opinião que possuem os publicitários.
Comentamos ainda a vulnerabilidade das crianças, que absorvem facilmente a mensagem passada e levam isso para sua vida. Pesquisas apontam que, por exemplo, quando a criança aprende que é errado dirigir e falar ao celular, ela incentiva seus pais a não cometerem este erro, da mesma forma incentiva-os a economizar água, luz e afins já que aprendeu na escola que isso se faz necessário para vivermos em um mundo melhor. No entanto, também faz-se uso dessa vulnerabilidade para estimular um consumismo exagerado, a propaganda leva a criança a desejar um produto, e na maioria das vezes acaba convencendo seus pais a compra-lo.

Existem muitas campanhas de repúdio à essa prática, que buscam regulamentar a comunicação mercadológica dirigida ao público infantil, dentre elas destaco abaixo um pedaço do documentário "Criança, a alma do negócio" feito em parceria com o Instituto Alana que tem o projeto Criança e Consumo; o documentário traz uma reflexão sobre como a sociedade de consumo e as mídias de massa impactam na formação de crianças e adolescentes.
O vídeo tem cerca de dez minutos e é extremamente interessante, vale a pena assistir.



O documentário é chocante não é mesmo!
A realidade é chocante! Como mostrado no documentário, os pais se sentem impotentes, não há muito o que possam fazer, enquanto estão ocupados com o trabalho, por mais que tentem, não podem controlar aquilo a que seus filhos são expostos durante os comerciais de tv.
EU QUERO QUE VOCÊ GASTE MUITO
Pra provar que ama sua família
A imagem ao lado passa essa mensagem, hoje os pais se veem na obrigação de gastar e gastar cada vez com seus filhos para que estes se sintam amados.
Um belo exemplo é a compra de materiais escolares, as crianças querem comprar os materiais daquele personagem da moda porque todos os seus colegas de classe vão ter.
E desejam de verdade, elas sentem que aquilo é de extrema importância, pois é isso o que têm em mente.
Um trecho do "Manifesto pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil" mostra os efeitos da má publicidade, digamos assim, direcionada a este público.
"A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce."
O documentário mostra também uma dinâmica com crianças que revela que não conhecem o nome das frutas e verduras, no entanto sabem de cor, só de olhar a embalagem, as marcas de salgadinhos e biscoitos.
No final, o vídeo mostra exemplos de países que regulamentaram esse forma de veiculação de publicidade para o público infantil, provando que o Brasil está completamente atrasado nessa questão.

Essa discussão tem espaço para se prolongar bastante, por se tratar de um tema complexo que envolve várias questões éticas e econômicas.
Cabe a nós, consumidores (e publicitários) mudarmos essa realidade.

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