9 de agosto de 2010

Inception - A Origem

Christopher Nolan roteirizou e dirigiu Batman - The Dark Knight e nos brindou com aquele que talvez seja o melhor vilão dos últimos tempos, Joker/Coringa.
Agora Nolan retorna às telonas trazendo este que talvez seja um dos melhores filmes dos últimos tempos, Inception / A Origem que estreou aqui no Brasil na semana passada.
Ainda me lembro de quando o filme começou a ser promovido, apenas com cartazes e fotos que nada diziam, no entanto eram imagens de encher os olhos e atiçavam a nossa curiosidade, Christopher deixou que a curiosidade se alastrasse e não falava muito sobre o roteiro, quando o fez, deixou todo mundo excitado, e aí quando veio à tona o primeiro trailer da produção não tinha mais jeito, este seria o filme do ano!
Uma massiva promoção do filme incluindo as mais diversas mídias garantiu que o termo Inception (e também A Origem) estivessem entre as tags mais utilizadas no serviço de microblog Twitter.
Quando o filme estreou nos EUA então... deste dia em diante, ao menos até o ontem, o termo Inception está sempre presente nos Trending Topics.
Pois é, o filme estreou por lá já há um tempo e dessa vez eu me comportei e não fiz download, consegui esperar o dia 6 e corri ao cinema para conferir a estreia.

Nossa . . .
Cada pontinho que formou essas reticências aí acima é recheado de indescritíveis sensações.
Ter esperado para curtir as emoções do longa na telona valeu muito a pena!
Fui para o cinema com expectativa altíssima, mesmo sem saber lá tanto assim do que exatamente o filme se tratava, tinha um receio, temia que o filme fosse, assim como 2012, o tipo de filme que se assiste e se diverte com imagens de tirar o fôlego, e só isso, ou seja, um filme bom de se ver, de comer com os olhos.

Inception, no entanto, é sim um filmaço de se comer com os olhos, de se esbaldar com imagens espetaculares, mas é bem mais do que isso.
Para começar um elenco estelar, Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt e a perfeita Marion Cotillard, são apenas quatro exemplos dentro da infinidade de atores e atrizes que convenceram em cada segundo de suas atuações.
Devo confessar que de início achei que estaria passando pela mesma e comum experiência, criar expectativas demais sobre um filme e ver que não era tudo aquilo que imaginava, fui deixando o filme passar, não sei dizer em que momento o filme me pegou, quando foi que me vi preso na luta para entender o que é que estava acontecendo, o roteiro jogava sempre informações novas que eram parcialmente explicadas, evitando aquele discurso tatibitati mas pelo contrário cedendo aos poucos as informações para que fôssemos compreendendo cada característica da técnica utilizada para invadir sonhos alheios e da tão complicada "inserção".
A tensão é crescente, e no último terço do filme consome o espectador, sem spoilers por hoje, quem já assistiu ao filme vai entender o que estou dizendo.
Mata de raiva não ter a cabeça da personagem de Ellen Page que com poucas informações pegava no ar e entendia o que estava acontecendo, tenho que dizer que havia momentos eu que eu olhava para os outros na sala para saber se eu era o único meio que boiando em certas cenas.
E a música Non Je Ne Regrette Rien presente no filme, com a presença de Marion Cotillard, para mim eternizada no papel de Edith Piaf é um à parte especial.
Assim como li em uma crítica blogosfera afora, o filme é longo, muito longo, às vezes nos perguntamos 'mas isso não vai acabar nunca?' no entanto cada cena ali presente é importante, este seria então um ponto negativo do filme.
Por fim, a conclusão é: Se você gosta de filmes tensos, com aquele Qzão de qualidade, direção e atuações espetaculares, não deixe de conferir Inception - A Origem e embarque nessa viagem que envolve sonhos, sentimentos e interesses. Certamente um forte candidato a - no mínimo - o prêmio de melhor direção.

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