20 de junho de 2011

United States of Tara - O Fim

Hoje à noite chega ao fim a terceira e última temporada de United States of Tara.
A série, originalmente exibida pelo canal Showtime, chamou bastante atenção na sua primeira temporada, mas a audiência seguiu uma trilha decadente, o que desencadeou na sua não renovação após o terceiro ano.
A notícia caiu feito uma bomba há poucas semanas, e forçou Diablo Cody e os outros produtores a mudar e concluir a história em poucos episódios.
Injusto com os fãs que acompanham a vida de Tara e sua família ao conviver com seu transtorno dissociativo de identidade. Já que não adiantava chorar pelo leite derramado, a Showtime já havia anunciado sua decisão (maldito capitalismo!), o jeito foi esperar por um final decente, e até a semana passada (quando foi exibido o 11º e penúltimo episódio) isso era uma certeza.

A entrada, nesta terceira temporada, do personagem Dr. Hattarras deu um bom movimento à história, trago à vida pelo excelente ator Eddie Izzard, esse personagem arrogante, implicante, irônico e egoísta entregou momentos cômicos e dramáticos à trama.
Infelizmente, o anunciado fim da trama, afastou personagens extras e focou no núcleo central, com isso Dr. Hattarras saiu de cena após Bryce tentar mata-lo.
Bryce...
Inesperadamente Tara assumiu a identidade de seu meio-irmão abusador, culpado pela sua doença. É visível que a história seria bem mais profundamente trabalhada à medida que Bryce eliminaria as outras personalidades; mas seu aparecimento foi consistente e importante para a conclusão da trama. Ele diz muito sobre a própria Tara, e suas cenas são todas cheias de tensão.

Na primeira temporada Marshall se levantava como o personagem mais interessante da série, o garoto de 14 anos que era um porto seguro para sua mãe. Em torno de si houve sempre um confronto com sua sexualidade, mas de uma forma diferente de outras histórias, o fato de ser homossexual assumido não causou estranheza, e seguiu outros caminhos.
Quando foi que Marshall deixou de ser o filho perfeito? Agora na terceira temporada ele mostra que talvez esteja cansado de tudo aquilo, que talvez tivesse tido uma vida mais feliz longe da mãe. Egoísta? Ponha-se em seu lugar, em plena adolescência, com tanto a viver, limitou seus passos por ter que conviver com o problema.
Achei importante essa mudança de atitude, afinal Marshall é humano, mas ele ama sua família como é, e não consegue se afastar.

A adolescente problema da primeira temporada sequer é lembrada agora, Kate está bem mais madura. Dona de um humor negro e de uma atitude libertária (muito do que eu gostaria de ser), Kate está entre as mais interessantes personagens da série.
Sua trama anda com próprias pernas, sem depender muito das oscilações de sua mãe, mas a garota está sempre ali, presente.
Assim como Marshall, Kate quer deixar de viver "o problema de sua mãe" e passa a procurar seus "próprios problemas" ao lado de Evan - e um demônio chamado Monty.
Torço para que tenham um final feliz juntos.
Alguns fãs torcem o nariz para Charmaine, eu particularmente adoro a personagem.
Sempre ofuscada pela doença de sua irmã, Charmaine assumia a função de coadjuvante na família, suas atitudes sempre foram uma tentativa de chamar a atenção.
Acompanhar sua trajetória tem sido delicioso.
Sempre preocupada com sua imagem, Charmaine não conseguia assumir sua paixão pelo gordo, pobre e desajeitado Neil, mas não teve jeito, decidiu sucumbir aos seus sentimentos e aceitou viver uma nova vida.
Sua relação com a irmã, sempre com um pé atrás, dá realismo à trama. Quem não sentiu vontade de enfiar a mão em suas fuças enquanto proibia Tara de ver sua filha?
A promessa de que Max teria uma trama independente de Tara ficou nisso, na promessa.
Max, assim como Marshall e Kate, explicita ser difícil lidar com Tara, os dois protagonizaram muitas discussões este ano.
Embora visivelmente cansado, Max é o único que ainda permanece forte ao lado de sua esposa, não importa o que aconteça, ele sempre estará lá.
Vejo que a entrada de sua mãe e a menção de sua banda também devem ter sido diminuídas para não atrapalhar o foco central.
Mas é digno de nota o que sua mãe disse: ele deve amar Tara, mesmo que ele seja louca.
É claro que ele não quer repetir as atitudes de seu pai.
Tara...
A imagem acima é um print da melhor cena de toda a série até então.
Digo sem medo que Toni Collette é a melhor atriz que conheço, após dar vida a tantos personagens e me fazer acreditar em todos, pode-se dizer que a série é toda dela.
Nesta temporada vimos que Tara não é uma vítima, embora tente sê-lo.
A doença talvez tenha sido simplesmente um refúgio covarde ao qual se agarrou para não enfrentar a realidade.
Tara é egoísta!
Ela ama sua família? Sim. Mas ele ama ser cuidada, ama ser o centro das atenções, embora inconscientemente, ela é a culpada do sofrimento que ela e sua família enfrentam.
E é isso o que faz série e personagem tão humanas, tão maravilhosas.
Ela quer acabar com isso tudo, mas não se sente forte o bastante para viver uma vida só sua, sem Alice, T., Buck, Shoshana, Gimme, Chicken e até mesmo Bryce para usar como escudo.

O ideal seria que a trama tivesse uma quarta temporada para desenrolar sua conclusão com a qualidade necessária, mas já que não é possível, há apenas 20 minutos para que isso seja feito.
As previews apontam para uma season finale com um típico (e tedioso?) final feliz, Tara sobrevivendo à tentativa de suicídio e lutando para tomar as rédeas de sua vida.
Esperemos...

18 de maio de 2011

E a Season Finale de Desperate Housewives?

1h23min55s
Foi essa a duração da Season Finale de Desperate Housewives que entregou os dois últimos episódios de uma só vez.
E a cada minuto eu desejava que aquilo não acabasse.
A SF foi ótima! Me empolgou tanto quanto o final da quarta temporada (que me fez pular da cadeira com aquele finalzinho em que Susan beijava um homem desconhecido após a passagem de cinco anos).
Na semana passada fiz um post recapitulando a sétima temporada e expressando minha expectativa para esse episódio.
A sétima temporada começou bem, perdeu forças, foi ao fundo do poço e ressurgiu das cinzas com direitos a estrelinhas douradas         -q?
As previews sempre anunciavam que o fim da sétima temporada traria uma enorme reviravolta; meu medo era o de que seria a transformação de Paul: durante seis temporadas e meia o homem era o cão em forma de gente e se transformou no mocinho arrependido e ameaçado pela doida da Felicia Tillman. Até esperava que no fim do episódio ele se engataria com uma das quatro donas de casa desesperadas - que bom que isso não aconteceu.
Mas tá né, a Susan tinha que se meter na história, salvar o mundo por acidente e proporcionar que todos vivessem felizes para sempre;
Adorei a morte inesperada de Felicia, urrei de alegria ao perceber que ela não volta mais.

Creio que pelo fato de a série ter ficado na corda bamba - sua oitava temporada, oficialmente confirmada deve estrear em meados de Setembro - os roteiristas quiseram dar um final que possibilitasse a trama respirar novos ares, não deixou muitas pontas soltas.

Gaby resolveu de vez aquele probleminha com seu padrasto estuprador e de quebra estabeleceu mais um elo entre as quatro amigas e conseguiu com que Carlos e Bree reestabelecem a amizade.

Bree terminou bem com um novo romance engatado.

Susan voltou para sua casa, depois de ter brincado de SuperWoman mais uma vez.

Renée divertiu muito nesse que pode até ter sido seu último episódio.

Mas quem merece todo o destaque é ela!
É aqui que a trama chegou ao seu ápice.
Vale lembrar que na SF da quinta temporada ela foi a causa do meu desespero, chorei muito e amaldiçoei os roteiristas pela possibilidade de seu câncer ter voltado; quando me dei conta de que era mais um bebê na fábrica desabei de alívio e de tanto rir.
Voltando à sétima temporada, é aqui que se concentra a maior virada de todas.
Alguém manda um beijo pra Felicity Huffman? Gente, como pode essa mulher existir?!
Agora Lynette Scavo está solteira. Após conseguir se tornar aquilo que sempre quis, Tom não quis mais viver sob suas garras manipuladoras; ao mesmo tempo Lynette não suportava ficar um passo atrás de Tom e se sentiu aliviada - quem não chorou nesse momento? - pelo fato de ele tê-la deixado.
O que será que vão aprontar para ela agora?
Um novo amor? Foco no seu lado profissional? Vai se tornar uma mulher amargurada agora que se conhece a fundo?

Enfim... retomando o que havia dito, o fim dessa temporada entregou à série a oportunidade de começar de um zero, sem a necessidade de se prender a muita coisa. Não será preciso um tornado, um avião, um motim, nem mesmo uma longa passagem de tempo, tá na hora de arregaçar as manguinhas e arrebentar, se conseguirem seguir a levada dessa Season Finale vão estar em um bom caminho.

E é claro que eu vou ficar de olho em cada notícia que sair sobre a Oitava Temporada, esperando ansiosamente por ela. Até lá!

11 de maio de 2011

Desperate Housewives - Fim da Sétima Temporada

Vai chegando ao fim mais uma temporada de Desperate Housewives.
E com isso vem a certeza de que a série precisa se renovar, ou melhor, pelo contrário, precisa parar de querer se renovar e simplesmente ser Desperate Housewives.
Já havia dito aqui que a série foi ótima até a quarta temporada, enfraqueceu muito na quinta, e ensaiou uma recuperação na sexta.
A sétima temporada tinha como missão levanta-la de vez, já que correu sério risco de não renovação.

Qual era a maior graça de Desperate Housewives?
Nunca embromaram o telespectador, nenhuma história tomou muito tempo para ser solucionada.
O problema da sétima temporada foi justamente exagerar nesse ponto, um fato ocorria em um episódio e praticamente no mesmo já era solucionado.
Fazer um resumo dessa temporada não seria nada fácil, a entrada da personagem Renée tão divulgada acabou sendo um tiro no pé, acredito que o público tenha criado certa rejeição, está mais para uma participação especial prolongada.
   
Junto com a entrada de novos personagens, a série trouxe de volta Paul Young, Felicia Tillman e Zach Young, este último pra quê? Pra participar em cinco minutos de cena em dois episódios, numa historiazinha difícil de engolir. E os outros dois? Só agora, no finalzinho, que está voltando a empolgar  essa vingança de Felicia - que esfriou após a descoberta de que Beth era sua filha.
E no meio dessa história, a vontade que dá é de meter a mão na Susan, deixa o povo se matar em paz mulher!
   

Minha amada Lynette está à beira da separação; agora que está com o poder nas mãos, Tom consegue viver a vida que sempre quis, tem a possibilidade de oferecer à sua família tudo o que sempre desejaram. E quem disse que Lynette algum dia desejou assumir o papel de coadjuvante no controle?
E esse detetive classudo que entrou na vida de Bree?
Essa história tá cheirando muito a final feliz de novela das 8, nos últimos momentos um bonitão aparece do nada pra se casar com a moça. Ou será que ele é mesmo gay e está usando Bree?
Falando em Bree, outra história que entrou e passou assim, num click, foi a "filho de peixe, peixinho é" ou melhor "filho de alcoólatra, alcoolatrazinho é".
E a sua história com Keith após a descoberta de um filho bastardo poderia ter rendido muito mais.
Gaby, talvez a principal vítima da falta de foco dos roteiristas viveu tantas, mas tantas histórias nessa temporada que fica difícil falar. Foi bom até que Grace se mudou para sua casa, daí a superficialidade, a brincadeira de "façamos o público chorar fácil" foi perdendo a graça. E o - já tá chato repetir - curto desenrolar da trama em que Carlos proíbe sua amizade com Bree foi digna de vergonha alheia, bobiiiiiinha.
Mas fica a pergunta: Quem é o homem esquisito do final do penúltimo episódio? Eu jurava que era uma brincadeira da série - tipo o Freddy Krueger rondava Wisteria Lane - em sua primeira aparição.
  
Fora dos quatro núcleos principais não há nenhuma história digna de nota.
   
Então tá, o pecado da sétima temporada foi querer falar demais, pecaram pelo exagero. Cheguei a desejar o cancelamento de Desperate Housewives, porque é muito triste assisti-la agonizar assim.
Maaaasss... o penúltimo episódio reacendeu aquela esperança.
E nos últimos episódios cada preview empolgava falando da Season Finale (sobre a qual falo mais abaixo) que trará - anuncia-se - uma reviravolta. A propósito, um momento curto para protesto, aquela preview trazendo uma cena de sexo entre Susan e Paul foi jogo baixo, tava na cara que aquilo não rolaria, mas acabou decepcionando minhas mínimas expectativas.
É, no próximo Domingo chega a anunciada SF, com suas duas horas; acho isso arriscado né, mas tá bom, a gente cruza os dedos e espera.
Publico abaixo a primeira preview do último episódio.





Mais um assassinato, muito drama, e muita comédia (morri de rir com a preview de Bree)... tá bom, tá bom, eu admito, sou um otimista incorrigível, quero muito assistir a SF.
Comento depois.





10 de maio de 2011

Ready To Go (Get Me Out of My Mind) - Panic! At The Disco

Ready To Go (Get Me Out of My Mind) é o segundo single do álbum Vices And Virtues, dessa que é uma das minhas bandas favoritas, Panic! At The Disco.
Na semana passada seu videoclipe oficial foi lançado. Se você já acompanhava a banda, com certeza se surpreendeu ao ver Brendon super pop com direito a coreografia!
A produção ficou bem diferente do que a banda carrega em seu histórico, mas o que é digno de nota é que nada disso ficou estranho, ficou um diferente com a cara de P!ATD.



"O vídeo é algo que é bizarramente ainda Panic! mas em uma completamente nova direção; Acho que todos vão gostar, é como, você sabe, uma tentativa de renovação de uma banda que sempre esteve disposta a novidades."          Shane Drake (diretor do vídeo)




Como já havia comentado em um post anterior, a banda está resgatando suas raízes, voltando aos bons tempos de A Fever You Can't Sweat Out, mas também aposta em novidades, e é justamente essa a mensagem que eu tiro do clipe.
Antes do lançamento do terceiro álbum, o pessoal da banda divulgou um curta The Overture - algo como A Abertura, que aborda a nova formação da banda e o fato de que não seria nada fácil seguir este novo caminho.
As locações do curta e do videoclipe de Ready To Go são as mesmas, o que reforça a conexão das mensagens.


E o que eu achei do novo álbum?
SEN-SA-CIO-NAL
Ele não é exatamente um novo A Fever... , mas consegue se aproximar dele, deixando a fase de Pretty. Odd. pra trás.
O álbum se inicia com a faixa The Ballad of Mona Lisa - o primeiro single, que já foi tema de post aqui - e termina com Nearly Witches (Ever Since We Met), uma faixa, digamos, experimental, que mistura duas canções da banda que não haviam entrado em nenhum álbum; essa consegue ser a minha preferida, especialmente por contar com um magnífico coral de crianças cantando trechos da primeira faixa, cada vez que a ouço me vem uma forte sensação que me arrepia os pelos do corpo e ainda me faz querer dançar loucamente.
Curte a faixa aí.



A propósito, há também um vídeo apresentando as crianças do coral.
Além de Nearly Witches (Ever Since We Met) e The Ballad of Mona Lisa, o álbum traz também  as excelentes Memories, Trade Mistakes, The Calendar e Sarah Smiles, dentre outras.


Valeu MUITO a pena manter as esperanças de que a banda reencontraria seu caminho.
Devo dizer que também estou gostando muito do trabalho de Shane Drake junto à banda na direção de seus vídeos.

9 de maio de 2011

Judas - Lady Gaga



A essa altura, todo ser humano ligado no mundo pop já assistiu o videoclipe de Judas, segundo single do álbum Born This Way de Lady Gaga.

Todos já viram Carla Perez Lady Gaga dançando loucamente enquanto a história de fundo se desenrolava.
Passado o momento piadinha inevitável, falemos do vídeo.




Não era exatamente o que eu estava esperando, e dessa vez eu já sabia o que esperar.
O video de Born This Way precisou de um tempo para ser deglutido e apreciado, um vídeo magnífico cheio de mensagens (não estou falando de nada subliminar) e estímulos visuais.
O mesmo não posso dizer de Judas, que vem, entrega o que propõe e pronto.
Quer dizer então que eu não gostei do vídeo? Não, eu não disse isso, só estou dizendo que esperava mais de Lady Gaga; mais especificamente esperava mais Lady Gaga na produção.
A coreografia é um show à parte, diferente, já havia babado por ela quando a cantora se apresentou no The Ellen's Show.
Pontinho para Lady Gaga por não blasfemar tanto quando se esperava; o vídeo realmente pode ser visto como uma metáfora e não como uma crítica à religião.
Engraçado, divertido, mais uma vez Lady Gaga mostra que tudo não passa de uma brincadeira, ela está ali para se divertir, entreter, é hora de dar um basta nas teorias conspiratórias, ela é uma cantora, uma fantástica e performática artista, e só.
Falando em Lady Gaga, tem musiquinha nova sendo liberada hoje à tarde;
The Edge of Glory é mais uma faixa do álbum que será lançado em duas semanas, olha a capa do single aí do lado, que linda!

Novos Tempos

Sempre gostei muito de falar sobre filmes, músicas, livros, televisão e afins; vivia dando meu pitaco no twitter e em blogs alheios, daí, há pouco mais de um ano resolvi criar o Efeito Cubo. Mais ou menos no mesmo momento em que ingressei na faculdade de Publicidade e Propaganda; o blog seria um ótimo exercício de estímulo à criatividade e à escrita.
Mas muita coisa mudou desde que comecei a postar aqui no blog.
Minha vida mudou, pessoal e profissionalmente; recentemente saí do curso de Publicidade e Propaganda e no próximo semestre vou passar a estudar Administração; 'que virada!' alguns comentaram, mas nem tanto, já que dentro de PP a parte que me atraía era mais administrativa, por assim dizer.

Enfim...
Vou manter o blog, já há dois meses não havia postagens por aqui.
Tentei mudar layout e várias coisas, mas não sou um mestre na arte de layoutar blogs, então fica assim mesmo...
Esse post é quase um Restart em tudo, só pra deixa-los a par desta mudança.
A propósito, escolhi "Novos Tempos" para título da postagem por ter sido o título de uma mensagem enviada por um professor me desejando sucesso nessa nova fase de minha vida. Portanto, estejamos todos abertos para os Novos Tempos que estão por vir.

2 de março de 2011

Born This Way, Lady Gaga e essas coisas

Hoje, dois dias após o lançamento do clipe, me sinto apto a dar a minha opinião.
Por que levar tanto tempo? Não sei, tentei respirar, entender mais do que acontecia ali naqueles mais de 7 minutos. Qual seria o significado de tudo aquilo?
Enfim...
Adorei o clipe.
Não era o que eu estava esperando, até porque mal sei o que eu mesmo esperava, mas o resultado me agradou, e muito, mais do que qualquer coisa que eu poderia incluir nas minhas expectativas.
Primeiro, ponto para Lady Gaga que foi, mais uma vez, diferente, original.
Segundo, mais um ponto para Lady Gaga que não entregou nada de mãos beijadas, é necessário, ver, rever, prestar atenção nos detalhes, pesquisar, ler, ter bagagem, etc para acompanhar seu ritmo.
[Deixa a matemática pra lá né, chega de contagem] Embora existam mil e uma controvérsias a respeito do simbolismo presente no clipe, eu não vou entrar nestes méritos, até porque não me sinto em posição de faze-lo.
Mas vai me dizer que você não se surpreendeu?
Eu nunca ouvi falar de uma cantora que abrisse as pernas e desse à luz coisas nojentas e uma metralhadora.
Mas vai me dizer que você não riu?
Suas caras e bocas durante o clipe são o ponto alto.

"Ainn... a Lady Gaga é bizarra, é ridícula, quer fazer sucesso na base do barulho."
Peraí, qual é o problema disso?
Ela nunca escondeu tratar-se de um personagem.
O problema é que as pessoas a levam muito a sério, enquanto sinto nas suas atitudes uma grande tirada com todos.
Tô falando mal dela? NÃÃÃÃÃÃÃÃO!
A pessoa me inventa um personagem, chega ao topo, não para não para não para não, consegue chupar referências de grandes ícones do pop, e já tomou seu lugar na história.

E a publicidade em gotas?
Primeiro ela aparece com os chifres e todas as mudanças físicas, aí me aparece no Grammy dentro de um ovo, chegou um ponto em que já estávamos acostumados com isso.
Daí a mulher lança um videoclipe explicando tratar-se de uma nova geração, cujos padrinhos podem ter sido Michael Jackson e Madonna, uma raça diferente, sem preconceitos, mas na eterna batalha entre o bem e o mal...

"Como proteger algo tão perfeito sem o mal?"


A+ para Lady Gaga com seu "Born This Way" até a música ficou mais legal agora.


28 de fevereiro de 2011

Born This Way - Lady Gaga


O single Born This Way gerou tanta expectativa, mas acabou não sendo aqueeeela coisa como vinha sendo anunciado. Isso não significa que a música seja ruim, pelo contrário, é uma música boa, caso Lady Gaga não tivesse feito tanta propaganda antecipada, a coisa teria explodido.
Acaba de ser lançado o videoclipe oficial da música, aliás, pelo que li por aí, o single terá dois clipes, este de agora e logo após um outro com uma versão acústica.
Antes de assistir ao clipe não resisti a me perguntar "O que esperar de um novo clipe de Lady Gaga? O que essa pessoa doida vai nos entregar?" Boatos diziam que o clipe estaria repleto de travestis, e a única imagem revelada não dizia muita coisa.

E se a gente parar de especulações e for direto ao que interessa?
O vídeo tá logo abaixo.



27 de fevereiro de 2011

Bruna Surfistinha - O Filme

Não conhecia a fundo a história de Bruna Surfistinha, lembro de ter achado um absurdo quando li que sua história se transformaria em um filme, pensei algo do tipo "Beleza... agora vamos cultuar uma garota de programa!"
Fui ao cinema hoje e o único filme assistível (leia-se: os filmes estrangeiros eram todos dublados, exceto Never Say Never, que não é assistível por uma gama de motivos) era Bruna Surfistinha, já estava movido por um pouquinho de curiosidade a respeito do filme, então, fui na fé!
Aí me deparei com esse cartaz - bem feinho, por acaso - com o seguinte texto que se lê ao lado: "Vá com seu namorado, suas amigas (pq não amigos?) ou sozinha (pq não sozinho?). Só não vá com preconceitos."
Topei o desafio, e entrei na sala sem preconceitos.
E saí de lá assim, mas não que os tenha mascarado como fiz na entrada, eles simplesmente caíram por terra.
O filme não é lá o melhor da história do cinema nacional, mas não creio que ele intente sê-lo. Deborah Secco está bem no papel e me convence como uma garota de 18 anos e em todas as fases da vida de Bruna Surfistinha/Raquel Toledo. A trilha do filme também é legal e ganha pontinhos. Há alguns errinhos, digamos que de... realidade. Ri mto do Netkut e do Globber (já que a Google não pagou pra colocar Orkut e Blogger rs) super atualizados, na época não era bem assim.
Enfim... o filme não cultua a "profissão" de profissional do sexo, mas não joga pedras em ninguém. Achei interessante ver que a indústria do sexo funciona como um mercado qualquer, precisa ser bem administrado, tem suas regras, exige dedicação e especialmente profissionalismo.
Bruna não teve uma vida sofrida que justificasse o fato de ter entrado no mundo da prostituição, entrou por vontade própria.
O filme mudou muitos de meus conceitos, e acabo concordando agora que o mercado do sexo deveria ser legalizado.
Whaaaaaat Gutt? O que você bebeu?
Sério! A garota de programa não se diverte em trabalho, não tá ali por safadagem. Safado é o homem casado que a procura.
Poxa, passou da hora de destabuzar (neologismo?) o sexo, todo mundo gosta de sexo e tem a necessidade de se saciar. Não estou aqui dizendo que apoio infidelidade. Mas se um homem - ou uma mulher, quem sabe? - não está em um relacionamento e quer sentir prazer, porque não procurar um serviço, digamos, especializado no assunto?
A garota de programa trabalha da mesma forma, ganha até um bom dinheirinho (nem todas, claro), mas não tem a segurança de uma carteira assinada, uma licença do INSS, nada disso, que são oferecidos até mesmo a parlamentares que ganham horrores e sequer precisam de tantos benefícios.
Há algumas histórias que o filme não vai a fundo, como quando é descoberta pelo irmão adotivo, ou como ela encontrou o clube privè em que começou a trabalhar. Deve por isso.
Mas, por fim... o filme me deixou com várias coisas na cabeça, então ganhou pontinhos na minha cotação.
É um bom filme, indico pra todo mundo, quer dizer, não concordo nem um pouco com a classificação para 16 anos, o filme é bem pesadinho.
Fique abaixo com o trailer do filme.


Razzies - Framboesa de Ouro 2011

A tradição de premiar os piores do ano no cinema chega à sua 31ª edição, The Golden Raspberry Award (Razzie) também conhecido como Framboesa de Ouro de 2011 já teve seus... "ganhadores" anunciados.




Sem muitas surpresas, o grande "campeão" da noite foi o filme The Last Airbender - O Último Mestre do Ar que conquistou os títulos de: Pior filme, Pior Direção (M. Night Shyamalan), Pior Roteiro, Pior Uso do 3-D e Pior Ator Coadjuvante (Jackson Rathbone - Sokka). Detalhe: Jackson também concorria pelo prêmio de pior ator coadjuvente pelo filme Eclipse.




A lista completa de nomeados e 'vencedores' segue abaixo.

Pior Filme

Caçador de Recompensas 
A Saga Crepúsculo: Eclipse 
O Último Mestre do Ar 
Os Vampiros que se Mordam 
Sex and the City 2 

Pior Diretor 

Sylvester Stallone (Os Mercenários) 
Jason Friedberg e Aaron Seltzer (Os Vampiros que se Mordam) 
Michael Patrick King (Sex and the City 2) 
M. Night Shyamalan (O Último Mestre do Ar) 
David Slade (A Saga Crepúsculo: Eclipse) 

Pior Ator 

Gerard Butler (Caçador de Recompensas) 
Robert Pattinson (A Saga Crepúsculo: Eclipse / Lembranças) 
Taylor Lautner (A Saga Crepúsculo: Eclipse / Idas e Vindas do Amor) 
Jack Black (As Viagens de Gulliver) 
Ashton Kutcher (Par Perfeito / Idas e Vindas do Amor) 

Pior Atriz 

Kristen Stewart (A Saga Crepúsculo: Eclipse) 
Jennifer Aniston (Caçador de Recompensas / Coincidências do Amor) 
Miley Cyrus (A Última Música) 
Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis e Cynthia Nixon (Sex and the City 2) 
Megan Fox (Jonah Hex - O Caçador de Recompensas) 

Pior Ator Coadjuvante 

Billy Ray Cyrus (Missão Quase Impossível) 
Dev Patel (O Último Mestre do Ar) 
Rob Schneider (Gente Grande) 
George Lopez (Idas e Vindas do Amor / Marmaduke / Missão Quase Impossível) 
Jackson Rathbone (O Último Mestre do Ar / A Saga Crepúsculo: Eclipse) 

Pior Atriz Coadjuvante 

Cher (Burlesque) 
Liza Minnelli (Sex and the City 2) 
Barbra Streisand (Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família) 
Nicola Peltz (O Último Mestre do Ar) 
Jessica Alba (O Assassino em Mim / Machete / Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família / Idas e Vindas do Amor) 

Pior Dupla ou Elenco 

Jennifer Aniston e Gerard Butler (Caçador de Recompensas) 
Todo o elenco de A Saga Crepúsculo: Eclipse 
Todo o elenco de O Último Mestre do Ar 
Todo o elenco de Sex and the City 2 
Josh Brolin e Megan Fox (Jonah Hex - O Caçador de Recompensas) 

Pior Roteiro 

O Último Mestre do Ar 
Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família 
Sex and the City 2 
A Saga Crepúsculo: Eclipse 
Os Vampiros que se Mordam 

Pior Sequência, Refilmagem, Prelúdio ou Derivado 

Os Vampiros que se Mordam 
Sex and the City 2 
Fúria de Titãs 
A Saga Crepúsculo: Eclipse 
O Último Mestre do Ar 

Pior Uso de 3D 

Fúria de Titãs 
Como Cães e Gatos 2 - A Vingança de Kitty Galore 
O Último Mestre do Ar 
Jogos Mortais - O Final 
O Quebra-nozes 3D


Em tempo: hoje saem os premiados do Oscar, finalmente não conferi quase nenhum dos filmes, não posso fazer minha previsão.
Aguardemos então!

18 de fevereiro de 2011

Hold It Against Me - Britney Spears

E o ano de 2011 tá que tá pegando fogo no mundo pop.
E a guerra entre as cantoras pops está cada vez mais acirrada.
Na semana passada Lady Gaga decepcionou exibiu suas armas com o lançamento de seu novo single "Born This Way" e se apresentou pela primeira vez na entrega do Grammy com uma apresentação não tão digna de toda sua carreira.
Antes disso, Britney Spears, a princesinha do pop mundial deu as caras com sua nova música, "Hold It Against Me", e hoje, agora mesmo, lança o clipe oficial da música.
Os fãs das cantoras travam uma - dispensável - guerra na Internet.
Com o lançamento do clipe de Britney Spears, é dada a largada. Lançamento este extremamente aguardado. Britney soube alimentar as expectativas soltando promos diárias duas semanas antes do lançamento oficial, todos estão aqui, agora, na madrugada (horariozinho ingrato) na espera.
Enfim...


Quem será a Diva Pop do ano de 2011?


Sem mais delongas, confira agora o clipe de Hold It Against Me.




Hummm...
Como faz quando a divulgação empolga mais que o próprio single? #BornThisWay
Como faz quando as promos empolgam mais que o próprio vídeo? #HoldItAgainstMe

O vídeo pega ritmo a partir da segunda metade com a luta entre Britney e sua... cosplay(?)
Coreografia? Peeenn... não gostei.
Táh, o vídeo é bonzinho. Não vou ser injusto, vou dar nota 8,5 (da primeira vez minha nota foi 7,2) pra não deixar ninguém muito decepcionado. Afinal, depois de analisar um pouco mais o vídeo e a história a ser contada, merece mais crédito.
No entanto a inclusão de marcas no vídeo é mal feita, a coreografia como já falei, é fraca. Falta energia.

Como brinquei agora há pouco no Twitter, entre Lady Gaga e Britney Spears?
Eu por enquanto fico com a Willow Smith!!!

"I whip my hair back and forth..."

12 de fevereiro de 2011

O Ritual (The Rite)

O Exorcismo de Emily Rose, O Último Exorcismo e vários outros (aos menos tentam) bebem da mesma água do mais que excelente O Exorcista; o mesmo caminho segue O Ritual (The Rite) estreia recente no Brasil, este, ao menos, cumpre melhor seu papel.
Não assisti qualquer trailer, só ouvi comentários de que o filme era bom, então fui sem muitas expectativas - parece que estou aprendendo.
Mas a decepção inicial aconteceu na fila de entrada do filme, ao passar pelo cartaz e ver a triste sentença "Baseado em fatos reais", pronto... se posso traduzir "o filme é ruim, mas óh dá um desconto, trate de acreditar em toda baboseira que te for mostrada, afinal, a história é real"
Tá... deixa rolar.
Sou fã de O Exorcista, não há um filme de terror que possa ser comparado à grande obra prima. Então já tenho um certo preconceito com filmes que tratem de possessão.
Rápida sinopse? Michael Kovak, garoto cético tenta fugir da opressão que seu pai lhe impõe e vê como única alternativa ir para o seminário, estudar e pular fora do barco antes de fazer os votos finais. Mas acaba sendo enfrentado pelas forças malignas.
Para fazer com que o protagonista enfrente suas dúvidas e acredite em Deus, e principalmente no Diabo, Padre Lucas Trevant (interpretado por Anthony Hopkins) é convocado para lhe mostrar como se fazer um exorcismo.
Aí começa aquele jogo, o que está acontecendo: possessão? loucura? charlatanismo?
Neste ponto o filme começa a ficar a interessante ao jogar com as crenças do público e do personagem.
O filme ganha pontos pela atuação, pela direção, pela produção, e principalmente por não fazer uso de vários clichês de filmes deste gênero - não por falta de oportunidade. Um detalhe desimportante, mas que me agradou, o filme tem um quê de moderno, mostra-se atual.
Chega ao ápice perto do final, mas descamba no mais do mesmo ao chegar o fim.
Após a turbulência, o céu fica claro, as cenas ficam bem iluminadas, personagens tornam-se exemplos de  bom mocismo. "Sou feliz, por isso estou aqui, também quero viajar nesse balãããão".
Mais uma vez um detalhe besta, mas que me irritou, alô direçãããão! Após mostrar a atualidade, o protagonista me recebe cartas? Ahhh... vá dormir! Cartas? Mesmo? Triste.
Outra, Alice Braga está no filme, com uma personagem que apesar de não entrar-muda-e-sair-calada, entra apagada e sai da mesma forma, é um personagem que está ali e só, não faz a menor diferença.
E termina com a típica forçada de barra do "baseado em fatos reais" .
Conclusão? É um filme bom. Vá ao cinema. Com tantos títulos que prometem ser filmaços nessa temporada pre-Oscar, opte por eles. Caso tenha tempo, aí fique com "O Ritual" mesmo, mas vá pela diversão.

9 de fevereiro de 2011

The Ballad Of Mona Lisa - P!ATD

Panic! At The Disco, uma das bandas que figuram no top top de minha preferência.
A banda já estava há cerca de três anos sem uma novidade, após o lançamento do segundo cd (não sejamos injustos, no ano passado lançaram a ótima New Perspective como trilha do filme Jennifer's Body).
Depois de algumas mudanças nos integrantes da banda, eles estão vindo com tudo com lançamento do cd Vices & Virtues previsto para o fim de março.
Mas é lógico que não precisamos esperar até lá para termos uma ideia do que o novo trabalho nos entregará, recentemente lançaram o single e agora o clipe oficial para a música "The Ballad Of Mona Lisa".



Para quem não conhece a banda, eles estouraram nos anos de 2004 e 2005 com o cd "A Fever You Can't Sweat Out", um dos poucos álbuns dos quais não abro mão de ter sempre por perto para ouvir.
O som da banda é diferente do comum, é um som e caracterização clownescos, uma loucura meio mal contida que se deixa transparecer na energia contagiante de seus singles. Os de maior sucesso desse cd são "I Write Sins Not Tragedies" e "The Only Difference Between Martyrdom and Suicide is Press Coverage", e entre as minhas preferidas também figuram "Camisado" e "Lying Is The Most Fun A Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off".


Em 2008 a banda lançou seu segundo cd, "Pretty. Odd.", este já veio com um som mais comum e não tão contagiante. Um certo conflito de características dos integrantes acabaram tirando a banda do trilho encontrado com o primeiro cd.
Algo que não entendi foi o fato de terem tirado o ! (ponto de exclamação) passando a ser Panic At The Disco, nas agora já voltaram para o Panic! Ath The Disco.
Enfim, destaques do cd? "When The Day Met The Night", "Nine In The Afternoon" e "We're So Starving".


Com a promessa de resgatar a aura de "A Fever..." a banda lança agora seu terceiro cd "Vices & Virtues". O single "The Ballad of Mona Lisa" e a demo de "Nearly Witches" mostram que os fãs podem se encher de esperança, estão no caminho certo.
A capa do cd traz alguns detalhes inclusos no clipe e com certeza alguns outros easter eggs que se revelarão ao passar do tempo.


Quem não se lembra do clipe de "I Write Sins Not Tragedies"? Ao começar a assistir o novo clipe acreditei que se tratasse de uma continuação, a igreja, o visual espírito intrometido de Brandon Urie, talvez, quem sabe?
Assiste aí e eu comento mais abaixo.




Assim como em "I Write Sins Not Tragedies", é a mulher que causa o final do relacionamento, e o espírito clown de Brandon Urie é quem revela a todos a verdade. E no fim tudo se dá bem, enquanto a vilã-metida-a-espertinha da história se dá mal (e como se dá mal dessa vez!).

A letra da música pode também ter várias interpretações, desde a história de que Mona Lisa era um caso de Da Vinci, como é especulado; até a minha interpretação pessoal, que fui construindo ao ouvir a música, ver a capa e assistir ao lyric video lançado. Enfim, para mim a Mona Lisa da música era uma mulher que se envolvia com homens por dinheiro, odiava sua própria vida mas não pode deixar isso à vista, era forte o bastante para manter sua postura de  força e sensualidade, sem nunca deixar que seu cliente imagine estar acima dela.

Bom, talvez eu tenha viajado um pouco nessa minha forma de conectar os clipes e interpretar a letra, mas louco para uma continuação de "A Fever..." é assim que prefiro imaginar as coisas.

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