27 de fevereiro de 2011

Bruna Surfistinha - O Filme

Não conhecia a fundo a história de Bruna Surfistinha, lembro de ter achado um absurdo quando li que sua história se transformaria em um filme, pensei algo do tipo "Beleza... agora vamos cultuar uma garota de programa!"
Fui ao cinema hoje e o único filme assistível (leia-se: os filmes estrangeiros eram todos dublados, exceto Never Say Never, que não é assistível por uma gama de motivos) era Bruna Surfistinha, já estava movido por um pouquinho de curiosidade a respeito do filme, então, fui na fé!
Aí me deparei com esse cartaz - bem feinho, por acaso - com o seguinte texto que se lê ao lado: "Vá com seu namorado, suas amigas (pq não amigos?) ou sozinha (pq não sozinho?). Só não vá com preconceitos."
Topei o desafio, e entrei na sala sem preconceitos.
E saí de lá assim, mas não que os tenha mascarado como fiz na entrada, eles simplesmente caíram por terra.
O filme não é lá o melhor da história do cinema nacional, mas não creio que ele intente sê-lo. Deborah Secco está bem no papel e me convence como uma garota de 18 anos e em todas as fases da vida de Bruna Surfistinha/Raquel Toledo. A trilha do filme também é legal e ganha pontinhos. Há alguns errinhos, digamos que de... realidade. Ri mto do Netkut e do Globber (já que a Google não pagou pra colocar Orkut e Blogger rs) super atualizados, na época não era bem assim.
Enfim... o filme não cultua a "profissão" de profissional do sexo, mas não joga pedras em ninguém. Achei interessante ver que a indústria do sexo funciona como um mercado qualquer, precisa ser bem administrado, tem suas regras, exige dedicação e especialmente profissionalismo.
Bruna não teve uma vida sofrida que justificasse o fato de ter entrado no mundo da prostituição, entrou por vontade própria.
O filme mudou muitos de meus conceitos, e acabo concordando agora que o mercado do sexo deveria ser legalizado.
Whaaaaaat Gutt? O que você bebeu?
Sério! A garota de programa não se diverte em trabalho, não tá ali por safadagem. Safado é o homem casado que a procura.
Poxa, passou da hora de destabuzar (neologismo?) o sexo, todo mundo gosta de sexo e tem a necessidade de se saciar. Não estou aqui dizendo que apoio infidelidade. Mas se um homem - ou uma mulher, quem sabe? - não está em um relacionamento e quer sentir prazer, porque não procurar um serviço, digamos, especializado no assunto?
A garota de programa trabalha da mesma forma, ganha até um bom dinheirinho (nem todas, claro), mas não tem a segurança de uma carteira assinada, uma licença do INSS, nada disso, que são oferecidos até mesmo a parlamentares que ganham horrores e sequer precisam de tantos benefícios.
Há algumas histórias que o filme não vai a fundo, como quando é descoberta pelo irmão adotivo, ou como ela encontrou o clube privè em que começou a trabalhar. Deve por isso.
Mas, por fim... o filme me deixou com várias coisas na cabeça, então ganhou pontinhos na minha cotação.
É um bom filme, indico pra todo mundo, quer dizer, não concordo nem um pouco com a classificação para 16 anos, o filme é bem pesadinho.
Fique abaixo com o trailer do filme.


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