12 de fevereiro de 2011

O Ritual (The Rite)

O Exorcismo de Emily Rose, O Último Exorcismo e vários outros (aos menos tentam) bebem da mesma água do mais que excelente O Exorcista; o mesmo caminho segue O Ritual (The Rite) estreia recente no Brasil, este, ao menos, cumpre melhor seu papel.
Não assisti qualquer trailer, só ouvi comentários de que o filme era bom, então fui sem muitas expectativas - parece que estou aprendendo.
Mas a decepção inicial aconteceu na fila de entrada do filme, ao passar pelo cartaz e ver a triste sentença "Baseado em fatos reais", pronto... se posso traduzir "o filme é ruim, mas óh dá um desconto, trate de acreditar em toda baboseira que te for mostrada, afinal, a história é real"
Tá... deixa rolar.
Sou fã de O Exorcista, não há um filme de terror que possa ser comparado à grande obra prima. Então já tenho um certo preconceito com filmes que tratem de possessão.
Rápida sinopse? Michael Kovak, garoto cético tenta fugir da opressão que seu pai lhe impõe e vê como única alternativa ir para o seminário, estudar e pular fora do barco antes de fazer os votos finais. Mas acaba sendo enfrentado pelas forças malignas.
Para fazer com que o protagonista enfrente suas dúvidas e acredite em Deus, e principalmente no Diabo, Padre Lucas Trevant (interpretado por Anthony Hopkins) é convocado para lhe mostrar como se fazer um exorcismo.
Aí começa aquele jogo, o que está acontecendo: possessão? loucura? charlatanismo?
Neste ponto o filme começa a ficar a interessante ao jogar com as crenças do público e do personagem.
O filme ganha pontos pela atuação, pela direção, pela produção, e principalmente por não fazer uso de vários clichês de filmes deste gênero - não por falta de oportunidade. Um detalhe desimportante, mas que me agradou, o filme tem um quê de moderno, mostra-se atual.
Chega ao ápice perto do final, mas descamba no mais do mesmo ao chegar o fim.
Após a turbulência, o céu fica claro, as cenas ficam bem iluminadas, personagens tornam-se exemplos de  bom mocismo. "Sou feliz, por isso estou aqui, também quero viajar nesse balãããão".
Mais uma vez um detalhe besta, mas que me irritou, alô direçãããão! Após mostrar a atualidade, o protagonista me recebe cartas? Ahhh... vá dormir! Cartas? Mesmo? Triste.
Outra, Alice Braga está no filme, com uma personagem que apesar de não entrar-muda-e-sair-calada, entra apagada e sai da mesma forma, é um personagem que está ali e só, não faz a menor diferença.
E termina com a típica forçada de barra do "baseado em fatos reais" .
Conclusão? É um filme bom. Vá ao cinema. Com tantos títulos que prometem ser filmaços nessa temporada pre-Oscar, opte por eles. Caso tenha tempo, aí fique com "O Ritual" mesmo, mas vá pela diversão.

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