24 de março de 2012

Quem TViu, Quem Tvê

É com sincera alegria que faço este post.

O blog/site Cena Aberta, e consequentemente seu dono, Endrigo Annyston, entraram em minha vida ali por volta do meio de 2008.
Ali encontrei amigos e parceiros de debate. Tema: Televisão.

Endrigo é um jovem jornalista, apaixonado, ou melhor, viciado em televisão.
E ele "começou" cedo, desde criança se encantava com o mundo daquela caixa preta.
Endrigo também foi um dos pioneiros no Brasil quando se trata de blog. O seu blog Cena Aberta completa 12 anos no próximo mês.
DOZE ANOS. São poucos os blogs que duram tanto tempo.


Uma paixão em comum

O ápice da história do blog deu-se no período em que a novela A Favorita estava no ar.
Reuniam-se diariamente no espaço de comentários do blog, aficionados pela novela (conte comigo neste grupo), num extenso debate sobre a produção, tudo isso intermediado por Endrigo.
Neste período encontrei o blog e fiz grandes amizades.
Endrigo compartilha também do gosto por Desperate Housewives. A propósito, sua paixão não se restringe à tv brasileira, o Cena Aberta também é espaço para discussão sobre as mais variadas séries.


Agora pense comigo. Durante doze anos este jornalista acompanha o mundo televisivo, posta suas opiniões, debate com seus leitores, enfim... o blog seguiu a trajetória da tv brasileira por mais de uma década.
Quanto da história da tv não está em suas postagens?!
 
Endrigo está lançando o livro "Quem TViu, Quem TVê - Os altos e baixos da fábrica de sonhos", uma compilação de textos publicados no blog. Um estudo sobre a evolução de nossa cultura televisiva.
O livro aborda, dentre outros pontos:
- A queda do SBT;
- O arranque e freada da Record;
- A reformulação da líder, Rede Globo.

O livro é vendido pelo Clube dos Autores e pode ser adquirido neste link.

Desejo vida longa a Endrigo Annyston e ao Cena Aberta.
Quero muitas outras vezes comemorar a prosperidade deste espaço.
Apaguemos as velhinhas!!! [piada interna]

10 de março de 2012

Steve Jobs por Waalter Isaacson

Sei que já não é o assunto do momento, mas não poderia deixar de postar sobre este livro, Steve Jobs por Walter Isaacson.
Jobs é um personagem único, e o melhor era  ler o livro sabendo que não se tratava de um personagem fictício; este homem, este mito, realmente existiu. E seus atos influenciaram até mesmo a minha vida.
Devo dizer que foi o primeiro livro biográfico que li, uma experiência muito interessante.

"Ao nascer, foi entregue para adoção por sua mãe solteira. Aos 15 anos, teve um primeiro emprego na HP e passou a fumar maconha. Aos 17, foi morar com a namorada. Aos 19, descalço, vegetariano radical e zen-budista, consumidor de LSD, largou a faculdade e arranjou um emprego na Atari, onde quase ninguém suportava sua arrogância e seu mau cheiro. Na mesma época, fez uma peregrinação de sete meses à Índia. Aos 20, abriu uma firma chamada Apple. Aos 25, já era milionário. Aos 30, foi expulso de sua própria empresa. Doze anos depois, voltou para salvá-la da falência e transformá-la na empresa mais valiosa do mundo."
O resumo acima, adaptado do livro, não consegue resumir o todo, mas dá uma ideia de grandiosidade da história deste personagem.

Mas nesta postagem não quero falar de empresas e produtos. Quero demonstrar o quão admirado e intrigado esta leitura me deixou.
Steve Jobs me fez repensar conceitos.
Ao ler sobre seu comportamento como gestor, sei que não conseguiria trabalhar com ele. Não suportaria sua arrogância e bipolaridade.
O consideraria um idiota pela forma como tratava as pessoas, pelo consumo de drogas, por sua prepotência, pela mania de divulgar como suas as ideias dos outros, por ter abandonado sua filha, por não disfarçar sua preferência pelo filho homem, enfim... por ser quem era.
Seus colegas de trabalho reprovavam isso, mas são unânimes ao concordar que se Jobs não fosse desta forma, talvez não tivesse feito obras tão grandiosas.


Paixão e intensidade.
Essas seriam as duas palavras para resumir sua vida e trabalho.



"Think Different". Porque os gênios que mudaram o mundo assim o fizeram.
Henry Ford disse "Se eu perguntasse aos consumidores o que queriam, eles teriam dito: 'Um cavalo mais rápido!'".
Jobs pensava diferente. Os computadores deveriam ser simples o bastante para que qualquer pessoa pudesse utiliza-los.
Junto com Steve Wozniak ele revolucionou a história da computação pessoal. Muito graças a ele, estou hoje usando um computador para fazer este post.

O lucro era importante, claro. Mas acima de qualquer coisa, Jobs era um apaixonado pelos seus produtos. Queria entregar ao consumidor uma experiência perfeita, a simplicidade, o design. E não adiantava alguém dizer que algo não era possível, Jobs fazia com que o engenheiro, o publicitário, o fornecedor, enfim, ele fazia com que todas as pessoas acreditassem em si e em sua capacidade.
A grande diferença entre Jobs e Gates, Apple e Microsoft, reside aí, Jobs apostava na integração total de um sistema fechado e controlado pela Apple, mas simples e intuitivo; Gates partiu para um caminho mais fácil, um sistema aberto a desenvolvedores, mas por vezes complicado e confuso para o consumidor final.



Sua esposa, Laurene Powell assim o definiu: "Como muitos grandes homens de dons extraordinários, ele não é extraordinário em todos os setores. Ele não tem dotes sociais, como, por exemplo, se colocar no lugar dos outros, mas se preocupa profundamente em capacitar a humanidade, com o avanço da humanidade, e em pôr nas mão das pessoas os instrumentos adequados."

Jobs tinha uma visão simplificada das pessoas, ou eram babacas ou eram herois.
E hoje é assim que o vejo, como um extremo babaca e ao mesmo tempo um grande heroi.
Tanto produtos, tantas áreas foram influenciadas por este homem e sua insistência em querer driblar o impossível.
E ele não está mais entre nós.
Pessoas especiais existem. Mas viveremos para ver um novo Steve Jobs?


É uma leitura que indico para todos. Estudantes de Administração, de Marketing, de Publicidade e Propaganda, e a todos os seres humanos.



"As pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são aquelas que o mudam."

4 de março de 2012

A emoção da "primeira vez"

Ando carente de novidades!
Não sei explicar muito bem, mas me percebo em um dilema.
Enquanto parte de mim necessita ouvir novos sons, novas vozes; outra parte não está receptiva, está cansada e, de certa forma, preconceituosa.

Mas a motivação do post é apontar a emoção de que sinto falta. A emoção da "primeira vez". O amor à primeira "ouvida".

Foi assim em 2010 quando conheci Marina And The Diamonds, me apaixonei assim que assisti o clipe de "Oh, No!".


Mas emoção ainda mais forte me ocorreu no ano de 2011, com o lançamento de "Umbigobunker!?"

Me lembro de toda a ansiedade, de toda a espera.
De tantas twitcams, conversas entre fãs, das poucas notícias.
Após tantos anos, nós mundicentos fomos brindados com esse maravilhoso álbum.
Não é assim um "Formidável Mundo Cão", mas supriu minha necessidade de novas músicas do Jay Vaquer.

E a primeira vez em que o ouvi?
Ocorreu de uma forma turbulenta, o cd foi liberado no Sonora antes da hora, e com uma qualidade baixa. No entanto, foi lindo!
Com o áudio do computador no máximo, ia ouvindo faixa a faixa, me deliciando com a novidade. Com as composições, a melodia, a banda... (feliz de que não havia uma câmera por perto registrando meus pulos, caras e bocas) 
Foram semanas ouvindo apenas as 12 faixas que o compõem, e mais nada!

Com "Vices And Virtues" não foi diferente.
Liberaram o álbum no Facebook da banda Panic! At The Disco num momento em que eu não estava esperando.
Corri pra casa pra ouvi-lo.
Nem um pingo de decepção. Panic! At The Disco estava de volta. Uma das minhas bandas preferidas havia retomado seu caminho iniciado com "A Fever You Can't Sweat Out" e distorcido com "Pretty. Odd."
Não sei quantas vezes a faixa "Nearly Witches (Ever Since We Met...)" foi reproduzida em modo repeat. Sempre me deixando arrepiado com o coral de crianças.

Ai o "Minha Mente Está Em Seu Caos" de Megh Stock...
Normalmente não gosto disso, a cantora liberou em seu canal do YouTube as músicas incompletas.
Quando isso acontece, prefiro esperar o lançamento do cd pra não sofrer ouvindo apenas pílulas do conteúdo.
Mas a espera pelo cd já me corroía há muito, não resisti.
Me apaixonei! Mesmo que estivessem incompletas, ouvia o que havia sido disponibilizado o tempo todo.
Comentário rápido: sinto falta do pouquinho de "Luxúria" que ainda se ouvia no ótimo "Da Minha Vida Cuido Eu". "Minha Mente Está Em Seu Caos" é muito bom, mas ficou devendo.

Sei que muita coisa boa surgiu, mas como disse, não estou receptivo a elas.
Foi assim com Lana Del Rey.
Durante muito tempo vi postagens sobre a cantora, amigos compartilhavam e comentavam. Não me empolgava. Pensava: o mundo não precisa de mais uma guria wanna-be-a-lady-gaga.
Imagine o tapa na cara que levei quando finalmente ouvi "Born To Die"! Viciei na música assim, de primeira.
Foi uma emoção deliciosa! Pena que o mesmo não aconteceu com as outras faixas do álbum, só ouço a faixa título e "Video Games".

2012 traz outra promessa. Marina And The Diamonds lançará no mês que vem seu segundo cd, "Electra Heart".
E do fim do ano pra cá lançou algumas músicas. Me apaixonei por cada uma. Aguardo ansiosamente o álbum, que aposta numa batida muito mais pop que o "The Family Jewels".
Há um porque dessa mudança, mas fica como assunto para um outro post. O que importa é que foi também paixão a cada audição.
Mal posso esperar pelo cd completo.

Aproveito pra dizer que preciso/quero me encantar com coisas novas.
Preciso de outras "primeiras vezes".
Caso tenha alguma sugestão, deixe no box de comentários.

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