10 de março de 2012

Steve Jobs por Waalter Isaacson

Sei que já não é o assunto do momento, mas não poderia deixar de postar sobre este livro, Steve Jobs por Walter Isaacson.
Jobs é um personagem único, e o melhor era  ler o livro sabendo que não se tratava de um personagem fictício; este homem, este mito, realmente existiu. E seus atos influenciaram até mesmo a minha vida.
Devo dizer que foi o primeiro livro biográfico que li, uma experiência muito interessante.

"Ao nascer, foi entregue para adoção por sua mãe solteira. Aos 15 anos, teve um primeiro emprego na HP e passou a fumar maconha. Aos 17, foi morar com a namorada. Aos 19, descalço, vegetariano radical e zen-budista, consumidor de LSD, largou a faculdade e arranjou um emprego na Atari, onde quase ninguém suportava sua arrogância e seu mau cheiro. Na mesma época, fez uma peregrinação de sete meses à Índia. Aos 20, abriu uma firma chamada Apple. Aos 25, já era milionário. Aos 30, foi expulso de sua própria empresa. Doze anos depois, voltou para salvá-la da falência e transformá-la na empresa mais valiosa do mundo."
O resumo acima, adaptado do livro, não consegue resumir o todo, mas dá uma ideia de grandiosidade da história deste personagem.

Mas nesta postagem não quero falar de empresas e produtos. Quero demonstrar o quão admirado e intrigado esta leitura me deixou.
Steve Jobs me fez repensar conceitos.
Ao ler sobre seu comportamento como gestor, sei que não conseguiria trabalhar com ele. Não suportaria sua arrogância e bipolaridade.
O consideraria um idiota pela forma como tratava as pessoas, pelo consumo de drogas, por sua prepotência, pela mania de divulgar como suas as ideias dos outros, por ter abandonado sua filha, por não disfarçar sua preferência pelo filho homem, enfim... por ser quem era.
Seus colegas de trabalho reprovavam isso, mas são unânimes ao concordar que se Jobs não fosse desta forma, talvez não tivesse feito obras tão grandiosas.


Paixão e intensidade.
Essas seriam as duas palavras para resumir sua vida e trabalho.



"Think Different". Porque os gênios que mudaram o mundo assim o fizeram.
Henry Ford disse "Se eu perguntasse aos consumidores o que queriam, eles teriam dito: 'Um cavalo mais rápido!'".
Jobs pensava diferente. Os computadores deveriam ser simples o bastante para que qualquer pessoa pudesse utiliza-los.
Junto com Steve Wozniak ele revolucionou a história da computação pessoal. Muito graças a ele, estou hoje usando um computador para fazer este post.

O lucro era importante, claro. Mas acima de qualquer coisa, Jobs era um apaixonado pelos seus produtos. Queria entregar ao consumidor uma experiência perfeita, a simplicidade, o design. E não adiantava alguém dizer que algo não era possível, Jobs fazia com que o engenheiro, o publicitário, o fornecedor, enfim, ele fazia com que todas as pessoas acreditassem em si e em sua capacidade.
A grande diferença entre Jobs e Gates, Apple e Microsoft, reside aí, Jobs apostava na integração total de um sistema fechado e controlado pela Apple, mas simples e intuitivo; Gates partiu para um caminho mais fácil, um sistema aberto a desenvolvedores, mas por vezes complicado e confuso para o consumidor final.



Sua esposa, Laurene Powell assim o definiu: "Como muitos grandes homens de dons extraordinários, ele não é extraordinário em todos os setores. Ele não tem dotes sociais, como, por exemplo, se colocar no lugar dos outros, mas se preocupa profundamente em capacitar a humanidade, com o avanço da humanidade, e em pôr nas mão das pessoas os instrumentos adequados."

Jobs tinha uma visão simplificada das pessoas, ou eram babacas ou eram herois.
E hoje é assim que o vejo, como um extremo babaca e ao mesmo tempo um grande heroi.
Tanto produtos, tantas áreas foram influenciadas por este homem e sua insistência em querer driblar o impossível.
E ele não está mais entre nós.
Pessoas especiais existem. Mas viveremos para ver um novo Steve Jobs?


É uma leitura que indico para todos. Estudantes de Administração, de Marketing, de Publicidade e Propaganda, e a todos os seres humanos.



"As pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são aquelas que o mudam."

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